Bancada evangélica pede a Bolsonaro fim de taxas a igrejas na Reforma Tributária

  • 12/09/2018
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Bancada evangélica pede a Bolsonaro fim de taxas a igrejas na Reforma Tributária
debates da Reforma Tributária. A garantia foi dada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) na última quarta-feira, 07 de agosto.

Bolsonaro fez reuniões, ao longo do dia, com diversos integrantes da bancada evangélica e especialistas na área, incluindo o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Antes da primeira reunião, ainda no Palácio da Alvorada, o presidente afirmou que está sendo feito um estudo do ponto de vista legal: “Tem uma dúvida muito grande da Constituição quando fala de isenção de impostos. Então esse assunto vem sendo discutido com vários setores da sociedade. Outros setores também. Essa que é a intenção nossa, é discutir esse assunto. E se chegarmos à conclusão que tem amparo legal para você acabar com alguma taxa, então acaba”, afirmou Bolsonaro pela manhã, em entrevista a jornalistas.

O que está em discussão não é a isenção de impostos, mas sim, taxas que são cobradas das igrejas em procedimentos da Receita Federal, que entende como lucro os saldos entre entradas e saídas na contabilidade das igrejas.

De acordo com informações do jornal O Globo, os jornalistas questionaram se o presidente tem a intenção de “facilitar a vida dos pastores” da mesma forma que vem dizendo que fará com empregadores, Bolsonaro pontuou que sua meta é “fazer justiça com os pastores, com os padres, nessa questão tributária”.

“Se chegarmos à conclusão que tem amparo legal para você acabar com alguma taxa, então acaba. Uma coisa importante também é descomplicar. Não pode cada igreja ter que ter um contador, ninguém aguenta isso”, disse o presidente, que garantiu que seu governo não quer “taxar mais ninguém”.

Reuniões

Ao invés de se reunir com os representantes da bancada evangélica em uma única reunião, o presidente se encontrou com os parlamentares em grupos. O primeiro a ser recebido por Bolsonaro foi o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), aliado do pastor Silas Malafaia.

Nesse encontro, Bolsonaro esteve acompanhado do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra. Ao fim da reunião, Sóstenes declarou que as igrejas, entidades filantrópicas e demais templos religiosos têm sido alvo de “multas excessivas” aplicadas por fiscais da Receita por ações que supostamente representariam lucro das instituições.

Sóstenes, que também é pastor na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) citou como exemplo doações de igrejas para entidades filantrópicas, que também têm sido identificada pela Fisco como lucro e, portanto, terminam tributadas: “Hoje estão tratando instituição religiosa como se fosse empresa de lucro real. Tem que simplificar a declaração (à Receita) e não ser passível de multa porque é instituição sem fim lucrativo”, argumentou.

De acordo com informações do Estadão/Broadcast, o deputado também citou os casos de pastores que usam jatos particulares para viajar pelo Brasil comandando as “ações sociais” das igrejas. Na visão de Sóstenes, houve casos em que a aeronave foi considerada pela Receita como uma representação de lucro: “Algumas instituições são nacionais e, por conta disso, o pastor tem a necessidade de uma aeronave para serviço, para prestar atendimento”, justificou.

O pastor Marco Feliciano (PODE-SP) foi recebido por Bolsonaro em seguida, na companhia do deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP). Pouco depois, juntaram-se à reunião o ministro Paulo Guedes, o secretário de Governo, Luiz Eduardo Ramos, o juiz federal William Douglas (cotado como um dos indicados por Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal), o deputado federal David Soares (DEM-SP), e o missionário R. R. Soares.

Ao final do encontro, Bolsonaro deslocou-se para a casa do deputado federal Silas Câmara (PRB-AM), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, onde almoçou com os demais deputados do grupo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Nessa reunião, o advogado-geral da União, André Luiz Mendonça, pastor presbiteriano, também compareceu, assim como o pastor Silas Malafaia, o apóstolo Estevam Hernandes, os bispos Manoel Ferreira e Robson Rodovalho, assim como outros líderes evangélicos.

Câmara declarou à imprensa que Bolsonaro participou do almoço com o propósito de “agradecer” pelo apoio que recebeu na disputa eleitoral e “reafirmar os compromissos de campanha”.

“Ele reafirmou a declaração de que as igrejas evangélicas não sofrerão nenhum revés a partir da garantia constitucional de imunidade tributária”, disse o pastor amazonense, que depois do almoço foi novamente recebido pelo presidente no Palácio do Planalto, à tarde.


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Problema espiritual está por trás dos atentados a tiro nos EUA, dizem pastores

WILL R. FILHO2 DIAS ATRÁS

No último final de semana, 29 pessoas foram mortas nos Estados Unidos, vítimas de dois atentados a tiro em regiões diferentes, sendo um em El Paso, cidade do Texas que faz fronteira com o México, onde 20 morreram, e outro em Dayton, cidade de Ohio, onde 9 morreram.

O pastor e evangelista Greg Laurie comentou os atentados dizendo que eles são resultados de um contexto espiritual de pecado humano, mas também da ação direta do inimigo. “Este é um ato do mal, motivado pelo próprio Satanás”, disse ele.

“Realmente me parece que precisamos estar orando por um despertar espiritual em nossa nação, porque estamos vendo cada vez mais esses atos de violência e tantos outros problemas em nosso país também”, completou Greg.

O pastor Jack Graham também falou no último domingo (4), lembrando que não existe cenário sócio-político sem a influência do mundo espiritual. Ele ressaltou que o aumento da violência é um sinal profético dos últimos dias.

“Todos nós estamos envolvidos em algum tipo de batalha espiritual, uma guerra que está aumentando. Uma batalha que está ficando cada vez mais quente e previsível. De fato, a Bíblia nos diz que, nos últimos dias da história da humanidade, tempos difíceis e perigosos viriam”, disse ele.

O pastor Graham reconhece a necessidade de políticas públicas e que a ação do Estado é fundamental para prevenir tais atentados, mas ele enfatizou que a oração é indispensável e não pode ser esquecida, pois é a principal ferramenta de batalha espiritual.

“As pessoas até querem minimizar a oração. Mas a coisa mais importante que podemos fazer pelas pessoas agora é orar”, disse ele.

“Ore para que Deus os conforte. Ore por nossa comunidade. Ore pelas igrejas. Ore por despertamento espiritual. Ore por avivamento. Porque, se esta é uma guerra contra o próprio Satanás, então Deus nos prometeu uma vitória. E a vitória está em Cristo, só em Cristo”, acrescentou o pastor.

Contrariando a ideia de alguns, Graham também explicou que situações como essas expõem para o mundo a necessidade de salvação em Cristo, favorecendo a pregação do evangelho diante do caos gerado pelo próprio ser humano.

“Nunca houve uma época melhor para pregar o Evangelho do que agora. Contra o pano de fundo de toda essa violência, todo esse ódio, todo esse mal que vemos crescendo, as divisões políticas, a inquietação social que temos”, concluiu o pastor, segundo a CBN News.

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